Segundo
relatos de uma das moradoras mais antigas, há 35 anos no local, D. Jovina, hoje
com cinco filhos adultos, ela relembrou comigo que as ruas não eram asfaltadas,
quando chovia alagava tudo, difícil de passar para ir trabalhar ou irmos para a
escola, tinha que colocar tábuas como pontes para passarmos.
Hoje,
onde é o Colégio Estadual Paulo Américo, era um sítio com muitas frutas, com
lagoas, do Sr. Raimundo e D. Maria das Dores. Eles deixavam as crianças brincar
no sítio, inclusive eu, que adorava subir em mangueiras, pés de araçás e tomar
banho na lagoa limpinha!
Ela
foi morar lá porque começou a trabalhar como zeladora na Escola Alfredo Amorim,
que ficava perto.
Também
alcançamos o bonde elétrico da SMTC, ela falou do Clube Beneficente da Rosa do
Adro onde era para o pessoal da Melhor Idade frequentar para festejos,
aniversários, danças de salão, quermesses, etc.
Os
comerciantes da época eram o Sr. Francisco, com sua vendinha a granel, Sr. Bobô
uma quitanda de madeira que vendia tudo que criança quer, Seu João do Carvão, o
primeiro bar de Seu Wilson, depois veio o do Seu Zé.
Sem
falar que as famílias iam todas mariscar na Av. Beira Mar, quando a maré estava
baixa, para trazer comida para casa.
Relembramos
as festas da Península como Bonfim, que ficávamos sentadas nas cadeiras na
frente do bêco para ver as pessoas passarem para o Alto do Bonfim, a festa do
Senhor dos Navegantes na Boa Viagem, a Segunda-feira Gorda da Ribeira, as
festas no SESI, do São João, que enfeitávamos o bêco, os quitutes, os licores
artesanais, o mesmo acontecia com os festejos de Santo Antonio, onde algumas
casas faziam o altar para Santo Antonio e nos dividíamos para ir rezar na
trezena D’Ele e depois saborearmos os “comes e bebes”.
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