segunda-feira, 16 de novembro de 2015

ENTREVISTA

Segundo relatos de uma das moradoras mais antigas, há 35 anos no local, D. Jovina, hoje com cinco filhos adultos, ela relembrou comigo que as ruas não eram asfaltadas, quando chovia alagava tudo, difícil de passar para ir trabalhar ou irmos para a escola, tinha que colocar tábuas como pontes para passarmos.
Hoje, onde é o Colégio Estadual Paulo Américo, era um sítio com muitas frutas, com lagoas, do Sr. Raimundo e D. Maria das Dores. Eles deixavam as crianças brincar no sítio, inclusive eu, que adorava subir em mangueiras, pés de araçás e tomar banho na lagoa limpinha!
Ela foi morar lá porque começou a trabalhar como zeladora na Escola Alfredo Amorim, que ficava perto.
Também alcançamos o bonde elétrico da SMTC, ela falou do Clube Beneficente da Rosa do Adro onde era para o pessoal da Melhor Idade frequentar para festejos, aniversários, danças de salão, quermesses, etc.
Os comerciantes da época eram o Sr. Francisco, com sua vendinha a granel, Sr. Bobô uma quitanda de madeira que vendia tudo que criança quer, Seu João do Carvão, o primeiro bar de Seu Wilson, depois veio o do Seu Zé.
Sem falar que as famílias iam todas mariscar na Av. Beira Mar, quando a maré estava baixa, para trazer comida para casa.

Relembramos as festas da Península como Bonfim, que ficávamos sentadas nas cadeiras na frente do bêco para ver as pessoas passarem para o Alto do Bonfim, a festa do Senhor dos Navegantes na Boa Viagem, a Segunda-feira Gorda da Ribeira, as festas no SESI, do São João, que enfeitávamos o bêco, os quitutes, os licores artesanais, o mesmo acontecia com os festejos de Santo Antonio, onde algumas casas faziam o altar para Santo Antonio e nos dividíamos para ir rezar na trezena D’Ele e depois saborearmos os “comes e bebes”.

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